Segunda-feira, 11 de Abril de 2011

Sexta-feira, 11 de Março de 2011

Novo livro

Novo livro de Paulo Tavares. A não perder...

Linhas de Hartmann, &etc

Segunda-feira, 7 de Fevereiro de 2011

4 em 5

Sob os teus pés a terra, de Soledade Santos, Artefacto, Novembro, 2010 na revista Os Meus Livros.

A Guerra Colonial na 1ª pessoa...

Nuno Dempster num livro duro, mas belíssimo.

«nunca selei
o baio de João Evangelista
para eu ou qualquer outro o cavalgar.
Não era minha aquela vida
que sentia mover-se atrás dos mangues.»

Para ler aqui e aqui...

Colóquio Letras Fevereiro 2011...

Recensão crítica a «Minimal Existencial» na Colóquio/Letras 176.

Ler aqui.

Quarta-feira, 6 de Outubro de 2010

Internacionalmente falando.....

Vale a pena pesquisar Portugal nesta lista e verificar como somos ibéricos [sorriso irónico]:

Foreign High School Graduates

Sexta-feira, 1 de Outubro de 2010

Translation industry should be regulated

"October 01, 2010

I agree that regulation kills competition and limits profits in a profit-driven economy. If I were to sell anything, I would rather set my own prices and conditions based on the laws of supply and demand. The translation industry is a slightly more technical, thus a more complicated business.

In today's world, only international organizations take translation seriously. While international organizations like the UN, OECD or NATO hire translators according to strict rules and process translation strictly, most countries are more lenient. As a result, anyone can translate, anywhere, at any time and the results are usually poor quality of translation.

(...)

Translators should be certified through examinations and should work in registered business settings. Minimum and maximum rates should be set to protect translators and their clients. Companies should not be allowed to resort to crowdourcing. The use of machine translation, which does horrible translations, should be banned. Finally, translators and their clients should be bound by legal contracts and translators should be paid on time.

By Akli Hadid, a former student in Korea now residing in Algeria.
He can be reached at [hadid.akli@gmail.com]"

Ler o texto completo aqui.

Sexta-feira, 17 de Setembro de 2010

Do latim

Já todos reparámos que em textos académicos, científicos, ensaísticos e outros, surgem (em nota de rodapé, por exemplo) algumas referências bibliogáficas/citações com abreviaturas a que não damos grande importância, mas quando temos de as usar não sabemos o que significam, ou como devem ser empregadas, nem para o que remetem.

Por isto (e porque sei que não é uma dificuldade assim tão incomum), deixo algumas notas sobre o assunto que podem ser úteis:

idem - pronome latino, significa o mesmo, também - nas notas bibliográficas/citações deve ser utilizado para indicar que a obra pertence ao mesmo autor;

ibidem - pronome latino, significa no mesmo lugar - nas notas deve ser utilizado para indicar que se trata da mesma obra.

Assim, se quisermos voltar a citar a mesma obra e o mesmo autor, basta escrevermos: idem, ibidem.

Quarta-feira, 15 de Setembro de 2010

Concurso Literário Artefacto - de Poesia

O júri da 1.ª Edição do Concurso Literário Artefacto - Poesia, constituído por António Carlos Cortez, Ricardo Marques e Paulo Tavares, tendo recebido e analisado 56 obras a concurso, deliberou atribuir o prémio, que, conforme o regulamento, consiste na publicação da obra vencedora, ao original o som a casa, de Luís Felício.

Foi ainda deliberada a atribuição de duas menções honrosas, nomeadamente ao original mandíbula, de João Paulo Coelho, e ao original Palavras Cadentes, de José Melo.

A obra vencedora será publicada até ao final de 2010.

Sexta-feira, 10 de Setembro de 2010

Amanhã às 19h na Cossoul (em Santos)


Não faltem!

Segunda-feira, 6 de Setembro de 2010

Interessantes estas coisas...

«Qual cidade do Brasil não tem o português como única língua?

A língua oficial do Brasil, como todos sabem, é o Português. Independente às variações de palavras e sotaques em cada região e Estado, a língua é a mesma. Menos em uma cidade. São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas, é uma cidade impossível de se chegar por via terrestre. Apenas de avião ou de barco é possível pisar no município que faz fronteira com Venezuela e Colômbia. De Manaus, em linha reta, são 850 km. É, também, o principal acesso ao Pico da Neblina, ponto mais alto do Brasil.

Além dessas curiosidades, a principal é que a lei municipal nº 145/2002 fez com que a cidade se tornasse a primeira e única cidade do País a ter outras línguas como oficiais, além do Português: Baniua, Nheengatu e Tucano. E que línguas são essas?, você deve ter se perguntado.

São indígenas. Cerca de 90% população de São Gabriel é de índios e descendentes. A maior parte do município é de terras indígenas de acesso proibido sem autorização. São 430 povoados que abrigam 23 grupos distintos. São 35 mil índios, o que significa 10% da população indígena brasileira presente na cidade.

Há outras línguas. Cerca de 20, mas apenas essas três foram oficializadas. O único hospital do município, por exemplo, emprega intérpretes, para que índios que não falam português possam ser compreendidos. O aeroporto da cidade traz placas com os quatro idiomas.

Uma das conseqüências de sua população indígena e da oficialização de outras línguas é que São Gabriel da Cachoeira foi a primeira cidade brasileira a eleger prefeito e vice prefeito indígenas.»

Texto tirado daqui.

Quarta-feira, 4 de Agosto de 2010

Recomendo vivamente a leitura da edição de Verão da revista A Folha.

Terça-feira, 13 de Julho de 2010

Das Belas Letras II


É já esta sexta-feira o lançamento do segundo livro de poesia das Edições Artefacto: Em cidade estranha, de Daniel Francoy, pelas 21h, na Sociedade de Instrução Guilherme Cossoul.

O autor, Daniel Francoy, é um poeta brasileiro de Ribeirão Preto (SP), que apesar de escrever já há alguns anos na blogosfera, estreia-se agora junto do público português com esta edição.

A apresentação contará com a presença de José Mário Silva e de Nuno Dempster, acompanhados por José Boavida (leitura de poemas) e por José Carlos Pontes (piano).

Até lá!

Quinta-feira, 17 de Junho de 2010

Acordo Ortográfico

Ferramenta de apoio à implementação do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa:

Lince - conversor para a nova ortografia

Queiramos ou não, ele vem aí!

Sexta-feira, 11 de Junho de 2010

Encontros e encontrões

Todos os dias nos meios de comunicação (e não só) ouvimos a velha história dos encontrões... à gramática.

Ao encontro de significa «em consonância com», «de acordo com», «em harmonia com».

De encontro a significa «contra».

Portanto, vamos desistir de dizer que "os resultados foram de encontro às expectativas" - a menos que se trate, claro está, de uma colisão entre eles.

Digamos "os resultados foram ao encontro das expectativas".

Quarta-feira, 9 de Junho de 2010

E assim aconteceu... eartefacto.blogspot.com

Quarta-feira, 26 de Maio de 2010

Das Belas Letras I

Novo livro de PAULO TAVARES,
Minimal Existencial, Edições Artefacto

Lançamento dia 8 de Junho, às 21h,
(Av. D. Carlos I, 61 - 1º, Lisboa - Santos).

A apresentação da obra estará a cargo do
crítico literário ANTÓNIO CARLOS CORTEZ (Jornal de Letras)
com leitura de poemas pelo actor LUÍS LUCAS
acompanhado por JOSÉ CARLOS PONTES ao piano.

Apareçam!

Segunda-feira, 17 de Maio de 2010

Referências bibliográficas

A pedido...

A Norma Portuguesa para referência bibliográfica de informação e documentação é a NP 405. Esta Norma «destina-se a especificar os elementos das referências bibliográficas relativas a monografias (na totalidade, em partes ou volumes e contribuições), publicações em série (na totalidade ou em parte), artigos de publicações em série, séries monográficas (como monografia ou como publicação em série), teses, actas de congressos, relatórios científicos e técnicos, documentos legislativos e judiciais, publicações religiosas, patentes, normas, música impressa e resumos.»

Divide-se em:

NP 405-1:1994 (Ed. 1) Informação e documentação. Referências bibliográficas: Documentos impressos.

NP 405-2:1998 (Ed. 1) Informação e documentação. Referências bibliográficas. Parte 2: Materiais não-livro.

NP 405-3:2000 (Ed. 1) Informação e documentação. Referências bibliográficas. Parte 3: Documentos não publicados.

NP 405-4:2002 (Ed. 1) Informação e documentação. Referências bibliográficas. Parte 4: Documentos electrónicos.

A referência a publicações de carácter legislativo e judicial deve ser feita conforme o previsto na NP 405-1:1994 se se tratar de documentos impressos:

«4.8 Documentos legislativos e judiciais (Leis, Decretos, Regulamentos, Portarias, Contratos, Convenções, Códigos, Constituições, Sentenças, Decisões, Relatórios de Tribunais, Tratados, etc.)
A ordem dos elementos da referência bibliográfica das publicações de carácter legislativo e judicial é a mesma das monografias, partes ou volumes e contribuições em monografias, capítulos e páginas de monografias, publicações em série e artigos de publicações em série (veja-se post anterior).
Ex. 1     II PLANO de fomento (1959-1964):; proposta de lei e projecto do II Plano. Lisboa: Imprensa Nacional, 1959, vol. 1

Ex. 2     “ESTATUTO do Provedor de Justiça: lei nº 81/77, de 22 de Novembro”. Coimbra: Atlântica, 1977

Ex. 3      ACORDO entre a Comunidade Económica Europeia e a República Portuguesa. Lisboa: Fundo de Fomento da Exportação, 1972, p. 20-22.

Ex. 4      REIS, José Alberto dos, anot. – Código do processo civil anotado. 3ª ed. reimp. Coimbra; Coimbra Editora, 1980.

Ex. 5      DECLARAÇÃO de 30 de Julho de 1987. “D.R. I Série”. 28 (87-08-03) 1402.

Ex. 6      DESPACHO conjunto nº 55/MEC/87. “D.R. II Série”. 28 (87-02-03) 1402.

Ex. 7      PORTARIA nº 1111/89 “D.R. I Série”, 298 (89-12-29) 5629-5637

Ex. 8      DECRETO-LEI nº 192/89. D.R. I Série. 131 (89-06-08) 2254-2257.»

E segundo a NP 405-4:2002, se se tratar de documentos em suporte electrónico - esta norma foi criada em 2002 pela ISO (ISO 690:1987 HAR) pela especificidade  e características deste tipo de documentos e que para os fins juridisdicionais destaca o seguinte:

«7.3.3. Decisões oficiais (ex. jurisprudência)

A citação deve individualizar a qualidade da decisão, o órgão emissor, seguido da data da decisão, n.º da decisão oficial ou atribuída em compilação electrónica, [tipo de suporte], com indicação do local de disponibilização. É facultativa a indicação do autor efectivo da decisão.

· Exemplo de citação de jurisprudência do Boletim Interno do STJ

"Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça, de 24.09.2002, Revista n.º 1953/02 - 6.ª Secção, Boletim Interno [on line], disponível em www.stj.pt [secção de Jurisprudência, Boletim Interno, Secções Cíveis, Setembro]"

Neste caso, poder-se-ia igualmente indicar antes do local de disponibilização o nome do Juiz Conselheiro Relator e em substituição da parte final (facultativa), o local exacto de disponibilização, a saber, http://www.stj.pt/jur_files/seccoes_files/civeisSet.html

· Exemplo de citação de jurisprudência do ITIJ

"Acórdão do Tribunal da Relação de Lisboa, de 23.08.2002, proc. 0065853 (n.º convencional JTRL000043785) [on line], www.dgsi.pt [secção de Jurisprudência do Tribunal da Relação de Lisboa]".

Neste caso, a referência ao n.º convencional ou à secção de jurisprudência, são facultativas, assim como também seria facultativa a referência ao Juiz Desembargador Relator, que a ser indicada, deveria ser aposta antes do local de disponibilização.

· Exemplo de citação de jurisprudência do Boletim Interno da Relação do Porto

"Acórdão do Tribunal da Relação do Porto, de 15.01.2002, sumário n.º 2841 (agravo 626/01 - 2.ª secção), Boletim Interno n.º 17 [on line - PDF], disponível em http://www.trp.pt".

Neste caso, houve a inclusão facultativa, entre parêntesis, no n.º do agravo, assim como a indicação na forma de suporte, tratar-se de ficheiro em formato PDF.»

Mais algumas dicas para a referência de suporte electrónico:

Na citação de documentos electrónicos devem ainda ser observadas as seguintes regras:

a) O tipo de suporte pode ser: em linha (on line), Cd-Rom, banda magnética, disco, etc.;

b) Se o editor ou autor for desconhecido, deve ser assinalado com [s.n.];

c) Se o local de publicação for desconhecido deve ser assinalado com [s.l.];

d) O apelido dos autores deve ser escrito em letra maiúscula;

e) Quando o documento tiver mais de três autores, deve aparecer apenas o nome do primeiro autor ou do que estiver em maior evidência, seguido de [et al.];

f) Quando não constar do documento o ano de publicação, deve usar-se outra data conhecida: data de impressão (precedida de imp.), data de copyright (precedida de cop.), data de depósito legal (D.L.) ou data presumível (neste caso, envolvida entre parêntesis rectos).


Deixo aqui para consulta com maior delonga os sites:

Quinta-feira, 29 de Abril de 2010

Bibliografia... como fazer referência?

Estas são as indicações do Instituto Português da Qualidade (IPQ) para o efeito (Norma 405-1):

1. Livros (termo técnico: monografias):

APELIDO, primeiros nomes - Título (a destacado). Edição. Local de publicação : Editor, Ano de publicação. ISBN.

Exemplo:

CAMÕES, Luís de - Os Lusíadas. 1.ª ed. Lisboa : Rei dos Livros, 2002. ISBN 972-51-0186-3.


2. Volumes ou partes de livros (termos técnicos: volumes ou partes de monografias):

APELIDO, primeiros nomes - Título do volume ou parte. In Apelido (do autor da monografia), primeiros nomes (do autor da monografia) - "Título da monografia (a destacado)". Edição. Local de publicação : Editor, Ano de publicação. ISBN. Localização na monografia.

Exemplo:

TOLKIEN, J. R. R. - A irmandade do anel. In "O senhor dos anéis". 13.ª ed. Mem Martins : Europa-América, 2002. ISBN 972-1-04102-5. vol. 1.


3. Artigos, capítulos, etc. em livros (termo técnico: contribuições em monografias):

APELIDO, primeiros nomes - Título da contribuição. In APELIDO (do autor da monografia), primeiros nomes (do autor da monografia) - Título da monografia (a destacado). Edição. Local de publicação : Editor, Ano de publicação. ISBN. Localização na monografia.

Exemplo:

PEREIRA, Maria Helena da Rocha - O Jardim das Hespérides. In CENTENO, Yvette Kace, coord. ; FREITAS, Lima de, coord. - A simbólica do espaço. 1ª ed. Lisboa : Editorial Estampa, 1991. ISBN 972-33-0781-2. p. 17-28.

4. Artigos de revistas, jornais, etc. (termo técnico: artigos de publicações em série):

APELIDO, primeiros nomes - Título do artigo. Título da publicação em série (a destacado). Local de publicação. ISSN. Volume, Número Ano de publicação (algarismo entre parêntesis), Localização na publicação.

Exemplo:

FIGUEIREDO, M. O. - Factores de estabilidade estrutural associados ao arranjo dos catiões nas estruturas dos compostos iónicos. Revista Portuguesa de Química. Lisboa. ISSN 0035-0419. Vol. 23, n.º 4 (1981), p. 250-256.

5. Teses, dissertações e outras provas académicas (termos técnicos: teses, dissertações e outras provas académicas):

APELIDO, primeiros nomes - Título (a destacado) Local de publicação : Editor, Ano de publicação. Nota suplementar (Tese de.).

Exemplo:

ALMEIDA, Alexandre Monteiro - O pensamento pedagógico de Serras e Silva. Braga : Universidade do Minho, 2002. Dissertação de Mestrado.


6. Actas de congressos (termo técnico: actas de congressos):

A ordem e os elementos da referência bibliográfica são os mesmos das monografias.

Exemplo:

CONGRESSO NACIONAL DE BIBLIOTECÁRIOS, ARQUIVISTAS E DOCUMENTALISTAS, 2, Coimbra, 1987 - A integração europeia: um desafio à informação : actas. Coimbra : Minerva, 1987.


7. Filmes, documentários, etc. em vídeo (termo técnico: registo vídeo: cassete vídeo):

APELIDO, primeiros nomes - Título (a destacado). Edição. Local de publicação : Editor, Ano de publicação. Designação específica do material Extensão.

Exemplo:

PINTO, Armando Vieira - Fado. Lisboa : Lusomundo, cop. 1947. 1 cassete vídeo (VHS) (110 min.)


8. E-books, bases de dados e programas (termos técnicos: documentos electrónicos: monografias, bases de dados e programas):

APELIDO, primeiros nomes - Título (a destacado). Tipo de suporte (entre parêntesis rectos). Edição. Local de publicação : Editor, Ano de publicação, Data de actualização ou revisão. Data de consulta (entre parêntesis rectos). Disponibilidade e acesso. ISBN.

Exemplo:

KLIMA, Richard E. ; SIGMON, Neil ; STITZINGER, Ernst - Applications of abstract algebra with MAPLE [Em linha]. Boca Raton [etc.] : CRS Press, 1999. [Consult. 2 Jul. 2003]. Disponível em WWW:. ISBN 0-8493-8170-3.


9. Artigos em documentos electrónicos: revistas, jornais, etc. (termo técnico: artigos e outras contribuições em documentos electrónicos: publicações em série):

APELIDO, primeiros nomes - Título. Título da publicação em série (a destacado) Tipo de suporte (entre parêntesis rectos). Volume, Número Ano de publicação (entre parêntesis), Páginas. Data de actualização ou revisão. Data de consulta (entre parêntesis rectos). Disponibilidade e acesso. ISSN.

Exemplo:

BARTON, M. ; WALKER J. - Building a Business Plan for DSpace, MIT Libraries Digital Institutional Repository. Journal of Digital Information [Em linha]. Vol. 4, n.º 2 (2003). actual. 28 Abr. 2003. [Consult. 2 Jul. 2003]. Disponível em WWW:. ISSN: 1368-7506.
 

 
Para além da norma portuguesa, outras existem que podem igualmente ser adoptadas. São exemplos as apresentadas nas ligações que aqui vos deixo:
 

 
A primeira é a referência da APA (American Psychological Association) que nos merece alguma credibilidade pelo cariz científico e profissional da entidade; o segundo é uma referência da Universidade de Surrey, no Reino Unido.

Espero que seja útil.

Quarta-feira, 7 de Abril de 2010

Are you a professional translator?

When was the last time you asked your doctor or your lawyer to give you a discount on his/her fees? Unless your doctor or lawyer is a relative or good friend, it’s very likely you wouldn’t dare ask such a professional service provider to give you a discount, would you? So, if you consider yourself a professional translator, how come you continue to allow others to ask you to reduce your rates? But this fact is not the worst part of the situation. Many professional translators are lowering their rates in a desperate attempt to get business.
Ler o artigo completo aqui.

Segunda-feira, 29 de Março de 2010

Contrónimos?

O que se encontra na net...

«Antagonyms
Page revised on January 1, 1999

This is a word I made up to describe a single word that has meanings that contradict each other. My derivation of the word antagonyms is described below.

Example of an Antagonym:

A current example would be "BAD". There is the normal meaning and the slang meaning of "good" (sometimes pronounced baad for emphasis). Although I prefer words in which the antithetical definitions are listed in common dictionaries, I will accept well-known slang examples.

As pointed out by Rex Stocklin (in list of acknowledgments below, see {T}), a number of antagonyms result from use of the prefix "re-". The meaning "again" may conflict with other meanings. We will continue to add these words to the list as we receive them.

The (numbers) below indicate my reference sources; the {letters} acknowledge contributors. Both are listed after the following sections.

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List of Antagonyms:

Anabasis: A military advance vs. A military retreat (3) {C}
Anon : Immediately [Archaic] or soon vs. Later (3) {M}
Anxious: Full of mental distress because of apprehension of danger or misfortune [in effect, seeking to avoid] (We were anxious about the nearby gunshots.) vs. Eager or looking forward to (Until you returned, I was anxious to see you.) (1)
Apparent: Not clear or certain (For now, he is the apparent winner of the contest.) vs. Obvious (The solution to the problem was apparent to all.) (1) {I}
Assume: To actually have (To assume office) vs. To hope to have ("He assumed he would be elected.") (3) {M}
Avocation: A hobby vs. a regular occupation [and one could say it's a triple antagonym if you agree that the archaic meaning of "a distraction" is the opposite of working (even at a hobby) and if you agree that the obsolete meaning of "a calling away" takes you away from (the opposite of participating in) your hobbies, work, and even your distractions!] (1)
Awful: Extremely unpleasant, ugly vs. Awe-inspiring [typically, a feeling of admiration] (1)

Bad: See above
Bound: Moving ("I was bound for Chicago") vs. Unable to move ("I was bound to a post", or less literally, "I was bound to my desk") (3) {S}
Buckle: to hold together (e.g. buckle your belt) vs. to fall apart (e.g., buckle under pressure) {AQ}
Bull: A solemn edict or mandate vs. Nonsense or worthless information (3) {M}

Chuff: Elated vs. Unhappy (hinted at in 1) {M}
Cite, Citation: For doing good (such as military gallantry) vs. for doing bad (such as from a traffic policeman) (1)
Cleave: To adhere tightly vs. To cut apart (1) {A}
Clip: to attach vs. to cut off (1) {AH}{AS}
Cool: positive sense (cool web-sites) vs. negative sense(cool reception). {AA}
Comprise: To contain entirely vs. To be included in ("The United States comprises 50 states"; "The 50 states comprise the United States") [Some will argue with both uses, including me; however, both uses have become commonplace and some sources list both without comment.] (1) {U}
Counterfeit: [Archaic] a legitimate copy vs. a copy meant to deceive{Y}
Cut: get in (as in line or queue) vs. get out (as in a school class) {T}

Dust: To remove dust vs. To apply dust (as in fingerprinting) {H}
Effectively: in effect (doing the equivalent of the action but not the real thing) vs. with effect (doing the action and doing it well) [Contrast "he is effectively lying" (colloquial?) with "he is lying effectively"] {AD}
Enjoin: To order someone to do something vs. To stop someone from doing something [such as in law by an injunction] (1) {D}
Fast: Moving rapidly vs. Unable to move ("I was held fast to my bed.") (3) {S}
Fix: to restore to function (fixing the refrigerator) vs. to make non-functional (fixing the dog) {AZ}
Fearful: Causing fear vs. Being afraid (1) {A}

Goods: [Slang] good things vs. bad things ("I have the goods from the warehouse robbery, but I'm worried the police have the goods on me.") {T}

Hysterical: Being overwhelmed with fear [in some cases] vs. Being funny (1)

Incorporate: When a village is incorporated, it is formed, but when it is incorporated into a city, the village is destroyed {O}
Inflammable [a pseudo-antagonym!]: Burns easily vs. [the incorrect assumption by many that the prefix in- makes it mean:] Does not burn [Only the first definition is correct; the risk of confusion has removed this word from gasoline trucks!] (4) {J}

Last: Just prior vs. final (My last book will be my last publication) {Y}
Lease, Let, Rent: [in essence] To loan out for money vs. To "borrow" for money (1) {K}
Left: To remain vs. to have gone (Of all who came, only Fred's left. [Does it mean he's the only one who still remains or that he's the first to depart?]) {AB}
Let: [Archaic] To hinder vs. To allow (1) {K}
License: Liberty or permission to do something vs. Undue or excessive freedom or liberty (1) {K}
Literally: Precisely vs. often corruptly used to mean "figuratively" (As in: "There were literally millions of people at that party."). Our correspondent writes: Many people think this is an error, albeit a common one; but I think "Literally millions of people" isn't so much error as a form of hyperbole; the trouble is that the literal meaning of "literally" is, among other things, "not hyperbolically." {AF}
Livid: Pale, ashen vs. dark gray-blue (and sometimes corrupted to mean bright red!) (1) {AW}

Mad: carried away by enthusiasm or desire vs. carried away by hatred or anger (3) {AK}
Moot: [a slight stretch here] A moot point is one that is debatable, yet is also of no significance or has been previously decided, so why debate it? (1) {K}

Overlook: to pay attention to, to inspect ("We had time to overlook the contract.") vs. to ignore (1) {AN}
Oversight: Watchful and responsible care vs. An omission or error due to carelessness (1) {E}

Peruse: Read in a casual way, skim (To peruse the Sunday paper) vs. to read with great attention to detail or to study carefully (To peruse a report on financial conditions). {AR}
Policy: Required activity without exception (University policy) vs. An optional course of action (our government's policy regarding the economy) {K}
Populate: To decimate the population (obsolete use) vs. to increase the population {AP}
Practiced: Experienced, expert (I am practiced in my work) vs. Inexperienced effort (The child practiced coloring.) (1)
Prescribe: To lay down a rule vs. To become unenforceable (3) {D}
Presently: Now vs. after some time {BB}

Quite: Completely vs. Not completely (e.g., quite empty [totally empty]; quite full [not completely full, just nearly so]) (3) {M}

Ravel: to disentangle or unravel vs. to tangle or entangle (1) {X}
Recover: hide away (cover again) vs. bring out [hyphenated] (The dinosaur bones were exposed by the flood but then re-covered with dirt, hiding them again; centuries later, the paleontologists recovered them by removing the dirt.) {T}
Refrain: In song, meaning to repeat a certain part vs. To stop (Please refrain from using bad language) {AO}
Release: let go vs. hold on (lease the property again) [hyphenated as re-lease] {T}
Replace: Take away (replace the worn carpet) vs. Put back (replace the papers in the file) {T}
Repress: hold back vs. put forth (press again) [hyphenated] {T}
Reprove: rebuke (reprove a colleague's work) vs. support (re-prove a scientist's theory) {T}
Reservation: what you make when you know where you want to go vs. what you have when you're not sure if you want to go
Reside: to stay put vs. [Slang] to change places (change teams) [hyphenated as re-side] [N.B.: This is also a heteronym!] {T}
Resign: to quit a contract vs. to sign the contract again [hyphenated as re-sign] {T} [N.B.: This is also a heteronym!]
Restive: refusing to move (forward) (a restive horse) vs. Restless (moving around) (1) {M}
Restore [in the following use]: The painting was said to be a fake, so the museum re-stored it in the warehouse. When it was later found to be real, the museum restored it to its place in the gallery. {T}
Riot: Violent disorder vs. Revelry {Consider what is meant when one says, "It was a riot!") (1)
Rival: An opponent vs. (Archaic) A companion or associate (3) {O}
Rocky: Firm, steadfast vs. tending to sway (e.g., a rocky shelf) {S}
Root: To establish (The seed took root.) vs. To remove entirely (usually used with "out", e.g., to root out dissenters) {AG}

Sanction: Support for an action (They sanctioned our efforts.) vs. A penalty for an action (The Congressman was sanctioned for inappropriate behavior.) (1) {D} {O}
Sanguine: (Now poetic) Causing or delighting in bloodshed [according to contributor, also describes a person worked up into a bloody rage] vs. A person hopeful or confident of success [essentially someone calm about something] (2) {B}
Scan: to examine closely vs. to look over hastily (1) {S} {AI}
Screwed: [Slang, vulgar] Had a good experience (We screwed around all night.) vs. To have a bad experience (I was screwed by that cheater.) {T}
Secreted: Having put out, released vs. Placed out of sight (1) [N.B.: This word is also a heteronym!]
Shank: (Informal) The early part of a period of time (It was just the shank of the evening when the party began.) vs. (Informal) The latter part of a period of time (It was the shank of the evening when the party ended.) (1)
Shop: To search with the intent to buy ("I shopped for a book at several stores.") vs. To search with the intent to sell ("I shopped my manuscript to several publishers.") {R}
Sick: unpleasant (A sick joke) vs. wonderful (Slang: That sportscar is really sick!) {AE}
Skin: to cover with a skin vs. to remove outer covering or skin (1) {I} {P}
Strike out: An ending, as in "The batter struck out." vs. A beginning, as in "I thought it was time to strike out on my own." (1) {L} Also, a strike in bowling occurs when there is complete contact between ball and wood (of the pins), whereas a strike in baseball occurs when there is complete absence of contact between ball and wood (of the bat). {W} Also, to strike causes stoppage of work whereas in the theater to strike is to work on the set, lighting, etc. {AX}

Terrific: (Informal) Extraordinarily good vs. Causing terror (1)
Transparent: Easily seen ("His motives were transparent.") invisible {AL}
Trim: To add things to (trim a Christmas tree) vs. or take pieces off (trim hair) {AT}{AU}

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Antagonistic phrases, usually informal

These are phrases that (probably through corruption) have come to mean the opposite of what they should mean if taken literally.

All downhill from here: Things are going to get better vs. things are going to get worse {AU}{AV}

Could care less: (Used as if it were synonymous with "could not care less.") One has no interest at all {G}

Fought with: Fought on the same or opposite sides (The Finns fought with the Germans in WW II.) {AW}

Like never before: totally amateurish vs. with great skill (She's dancing like she's never danced before.) {F}

Look out for: see Watch out for

Take care of: Look out for and nurture vs. get rid of or kill (As heard on NPR by commentator Diane Roberts discussing the meaning of saying "we're going to take care of Timothy McVeigh [convicted bomber]) {contributed by A}

Near miss: A hit close enough to achieve the effect vs. narrowly falling short of the objective {X}

Restrict access to: ("To restrict access to adult movies, please contact the front desk.") To allow access only to vs.

to disallow access to {AM}

Steep learning curve: To most, this means "difficult to learn" or "taking a long time to learn," but can also mean "easy to learn, taking a short time." (I think some workers mean the former when they refer to a process that has a steep learning curve, and to the latter when referring to a person who masters the process with a steep learning curve. This antagonym may be controversial.) {AP}

Tell me about it: I want to know more vs. I already know. {AY}

Watch out for: A positive statement meaning try to find or partake of vs. A negative statement meaning avoid (Watch out for this movie.)

Here's an interesting phrasing: Football coach Lloyd Carr of the #1-ranked University of Michigan Wolverines, after finishing undefeated (11-0) with a victory over Ohio State, explaining his preseason view of the team's schedule: "There wasn't one game that we knew we couldn't win, but we also realized there wasn't one we couldn't lose." [The Ann Arbor News, November 23, 1997, p. D1.] [In the Detroit Free Press the next day (p. D4), the last phrase is quoted as "…there wasn't one we could lose."] Coach, don't think we don't know what you mean (!), and your multiple double-negatives rate a place on our webpage!
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Opposonyms? Pseudopposites? Pairs of phrases, usually informal, -- how can they mean the same?

Burned up, Burned down: (Both mean destroyed.) {BA}

Fat chance; slim chance: (Both mean "not too likely") {N}

Cool; hot: (Both mean wonderful [Slang], e.g., when applied to a car)
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Confusing words (should we call them "confusonyms"?)

Biweekly (Bimonthly, Biyearly): twice a week (month, year) vs. every two weeks (month, years) (According to reference 1, the former is used "loosely") {Y} {AJ}

Daily: 5 days a week vs. 6 days a week vs. 7 days a week (for example, the "daily" newspaper) {Q}

Every day: As in "daily" above, one often hears on the radio "Listen to our morning show every day" to mean Monday through Friday
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To have or to have not



These terms are confusing and have opposite meanings depending on usage.

Seeded: Clouds are seeded (something is added) to produce rain vs. grapes which are seeded (the seeds are removed). {AA}. Also, if one removes the seeds from cherries they are pitted but if one sows grass seed in the yard, the yard is seeded. {AC}

Shelled: Having the shell removed (shelled pecans) vs. Enclosed in a shell (tiny, shelled marine animals) (1) {V}

Skinned: See skin, above.

Pitted? Pitted olives are olives with the pits taken out, but pitted skin is skin with pits in it! {BC}
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Definitions adapted from

Random House Dictionary of English Language Unabridged Edition

Oxford English Dictionary, 2d edition

Webster's Ninth New Collegiate Dictionary

The American Heritage Dictionary of the English Language, Third Edition (Electronic version).
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Apparently the term "contronyms" was coined by Richard Lederer in Crazy English (Pocket Books, 1989, ISBN 0-671-68907-X).
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Derivation of the word "antagonym" by the author

1. an·tag·o·nize (àn-tàg´e-nìz´) verb, transitive
To counteract.
[Greek antagonizesthai, to struggle against : anti-, anti- + agonizesthai, to struggle (from agon, contest).]

2. -onym suffix
Word; name: acronym.
[Greek -onumon, neuter of -onumos, having a specified kind of name, from onuma, name.]»

Usurpado daqui: Antagonyms

Sexta-feira, 12 de Março de 2010

Ser revisor é...

«São necessárias três características para a execução da revisão. Primeira: possuir-se uma boa cultura geral. Quanto mais assuntos se dominar, mais erros de conteúdo se detectará (algumas editoras contratam um revisor científico, à parte do revisor linguístico, para obras mais especializadas). Segunda: ter-se uma elevada capacidade de concentração. Ao rever, é preciso ler simultaneamente com um duplo olhar: o olhar da forma, atento à vírgula que falta, e o olhar do conteúdo, que exclama «eureca!» quando a personagem que era coxa, a certa altura da narrativa, desata a correr mais do que as outras. Um revisor assemelha-se, neste sentido, a um trabalhador numa torre de controlo – a sua concentração tem de ser absoluta e ininterrupta, porque a mínima distracção será fatal. Terceira: conhecer-se as leis e os processos da linguística, e, ainda assim, manter-se sempre a humildade de consultar todos os manuais de gramática e todas as doutas opiniões.»
Por Manuel Matos Monteiro, in Ciberdúvidas da Língua Portuguesa, 15/09/2009

Para ler o artigo completo.
«Muita gente pode achar que isso não é interessante. Essas mesmas pessoas podem achar que pesquisas sobre buracos negros ou sobre placas tectônicas também não interessam. Ou sobre relações entre clima e agricultura. Elas preferem um almanaque, ou o Fantástico, onde se fica sabendo DE TUDO. »
Por Sírio Possenti, da Universidade de Campinas (SP)

Para ler o artigo completo

Terça-feira, 23 de Fevereiro de 2010

Principais mudanças com o AO de 1990

Hífen

antirrevolucionar; codependente

Com o Acordo Ortográfico, a presença do hífen em palavras prefixadas torna-se mais restrito e as regras que determinam o seu uso mais sistemáticas. De modo geral, em grande parte das situações deixa de se usar hífen em palavras prefixadas. Por exemplo, passa a escrever-se codependente e contraindicação em vez de co-dependente e contra-indicação. Mesmo nos casos em que o segundo elemento da palavra prefixada começa por ou deixa de se usar hífen, duplicando-se antes essa letra: antirrevolucionar e não anti-revolucionar, contrassenha e não contra-senha. No entanto, continuam a existir alguns casos em que o hífen é usado em palavras prefixadas: quando a palavra prefixada começa por (anti-herói) e quando a última letra do prefixo é igual à primeira letra da palavra prefixada (mantém-se contra-ataque, por exemplo) *Existem outras exeções, nomeadamente as que envolvem as consoantes nasais m e n, que, nos casos em que a sua aglutinação ortográfica implique uma leitura indesejada ou uma violação das restrições contextuais (e.g. *np) da ortografia do português, continuam a escrever-se com hífen: mantém-se, pois, circum-navegar e pan-brasileiro.

Prefixos átonos como co-, re-, pre- ou pro- representam outra exceção, sendo sempre escritos sem hífen, mesmo quando a primeira letra do segundo elemento repete a última do primeiro (por exemplo, nas palavras cooperação e preencher). Há ainda alguns prefixos que levam sempre hífen: ex- (com sentido de anterioridade), e prefixos graficamente acentuados como pré- e pró-. Em todos os outros casos, as palavras prefixadas não são divididas por hífen.

anti-/-incêndio

Passa a ser obrigatório (anteriormente opcional) repetir o hífen na linha seguinte nos casos em que a translineação se faz onde exista um hífen: anti-/-incêndio.

há de
As formas monossilábicas de haver deixam ser ligadas por hífen à preposição de: há de e não há-de.

Acento

tônico/tónico

O uso do acento circunflexo ou agudo nas vogais e passa a depender da forma como essas vogais são lidas em cada país. Visto que a pronúncia de palavras como tônico / tónico é diferente no Brasil e nos restantes países, na prática continua a escrever-se da mesma forma: em Portugal, nos PALOP e em Timor continua a escrever-se tónico, no Brasil mantém-se a forma tônico. No entanto, ambas as formas passam a ser legalmente corretas em todos os países, desde que usadas de forma sistemática, sendo a norma de cada país a determinar a forma que deve ser usada no seu espaço geográfico.

pela, pera, para

Algumas palavras que antes tinham acento gráfico apenas para serem distinguidas de homógrafos (ou seja, de palavras que se escrevem da mesma forma) deixam com o novo acordo de ser acentuadas: assim, escreve-se agora pelo e não pêlo, deixando de se distinguir da contração da preposição por com o artigo definido o. Da mesma forma, passa a escrever-se pela e não péla, para e não pára (imperativo singular do verbo parar).*A exceção é a forma verbal pôr, que se mantém diferente da preposição por. A a 1ª pessoa do plural do presente do conjuntivo do verbo dar continua opcionalmente a poder ter a forma dêmos, a par de demos.

joia, ideia

Segundo as novas regras, os ditongos tónicos na penúltima sílaba deixam de ser marcados com acento gráfico: assim, palavras como jóia e paranóico passam a escrever-se joia e paranoico. Esta regra aplica-se também às palavras com ditongo ei tónico, que no Brasil eram até aqui escritas com acento: idéia e nucléico passam a ser escritas como nos restantes países, ideia e nucleico.

desague, baiuca

As formas verbais de verbos cujo infinitivo termina em -guar, como desaguar, e em -quar, como adequar, com u acentuado depois de g ou q, deixam de ser marcadas com diacrítico - adeque e não adeqúe para o conjuntivo presente e o imperativo de adequar. Também desaparecem os acentos gráficos nas vogais tónicas i e u quando são antecedidas de um ditongo: baiúca passa a escrever-se baiuca, saiinha passa a ser a forma correta da palavra que antes se escrevia saiínha.

Consoantes Mudas

ação, colecionador, atual, rececionista, perceção, ótimo

Quando precedem um t, ç ou c, as letras c e p passam a escrever-se apenas se forem pronunciadas: ação em vez de acção, ótimo por óptimo. Nas sequências mpt, mpc e mpç o m passa a ser escrito n quando o p não se escreve: perentório e não peremptório. Em todos estes casos, quando a consoante é realizada na pronúncia realiza-se também na ortografia: pacto não passa a ser escrito *pato. À semelhança do que já sucedia no Brasil, esta regra passa a aplicar-se também em Portugal, nos PALOP e em Timor.

cacto/cato

Ainda de acordo com a regra anterior, nos casos em que a pronúncia de uma palavra varie quanto à pronúncia de c ou p, ambas as formas são aceitáveis, sendo a consoante escrita opcionalmente ou de acordo com a pronúncia dominante em cada país. Assim, detectar será aceite no Brasil, mas nos restantes países a norma aconselhará detetar. Da mesma forma, deverá poder escrever-se em todos os países caraterística ou característica, refletindo a variação existente na oralidade nos espaços em que o português é falado.

amígdala/amídala

A primeira letra nas sequências gd, tm, mn e bt pode também não se escrever sempre que a forma como a palavra é dita num dado espaço geográfico o permita. Esta regra não vem alterar mais que o estatuto de algumas formas, no entanto: a grafia amídala para a palavra amígdala continua a ser possível no Brasil, sendo no entanto desaconselhada nos restantes países, onde o g é sempre pronunciado. Da mesma forma, a palavra omnisciente continuará a escrever-se opcionalmente no Brasil como onisciente, devendo os outros países continuar a usar a primeira.

Trema

sequência No Brasil, deixa de ser usado o trema para distinguir as sequências qu e gu em que o u é realizado foneticamente. Passa a escrever-se sempre sequência, deixando seqüência de ser possível; da mesma forma, aguentar e não agüentar.

Maiúsculas

janeiro, verão, norte

Várias palavras passam a ser escritas com minúscula em vez de maiúscula: os meses (escreve-se agora janeiro e não Janeiro), as estações do ano (verão em vez de Verão) e os pontos cardeais (sudoeste em vez de Sudoeste).

professora, avenida

Passa a ser opcional o uso da letra maiúscula em formas de tratamento (professor ou Professor, opcionalmente), e logradouros públicos (avenida da Liberdade ou Avenida da Liberdade, também opcionalmente).

Alfabeto

kantiano

As letras k, w e y, que até agora não eram consideradas parte do alfabeto do português, são agora nele incluídas. No entanto, o uso destas letras não sofre qualquer mudança, continuando a usar-se apenas em palavras com origem noutras línguas e nas palavras que delas derivam.

Letra h

úmido/húmido

A descrição do uso da letra em início de palavra, como em hotel, é mais detalhada no Acordo Ortográfico de 1990. No entanto, a situação na prática não muda: o h inicial é usado apenas quando existe uma justificação etimológica para isso, mas não quando a escrita sem é h já consagrada pelo uso. Ou seja, em casos como úmido/húmido, a grafia usada mantém-se diferente de acordo com o país: continua a escrever-se húmido nos PALOP, Timor e Portugal e úmido no Brasil.

Sexta-feira, 12 de Fevereiro de 2010

Human-Machine

Deixo-vos aqui um excerto da carta enviada pela American Translator Association ao Presidente Obama em Outubro passado:

«Your recent Strategy for American Innovation policy paper recognizes that accurate translation is vital to our economy, our national security and our relationships with other nations. At the American Translators Association (ATA), we agree entirely — but we are also convinced that technology is only part of the answer. As the largest association of translators and interpreters in the United States, we urge you to take a long-term approach to language security by investing in human skills and promoting greater awareness of and expertise in foreign languages.

Are we against technology? Certainly not – in fact, most professional translators already use computer tools to speed up their work. But computational linguists have been working for over 50 years to achieve “fully automatic high-quality computer translation,” and despite all the changes wrought in our lives by technological advances, no computer can match the language skills of a five-year-old child.»

Terça-feira, 26 de Janeiro de 2010

Duplo particípio passado

Verbos com duplo particípio passado são verbos que utilizam, na formação dos tempos compostos, a forma regular (em -ado ou -ido), geralmente com os auxiliares ter e haver, e a forma irregular, mais curta, também chamada erudita por provir do latim, preferencialmente usada nos tempos da voz passiva com o verbo ser.

Ex: O João tinha expulsado o Manuel.
      O Manuel foi expulso pelo João.

«O particípio irregular costuma derivar directamente do latim como cultismo, ainda que algumas vezes se tenha já formado dentro da língua prtuguesa por contracção. Esquecida a sua proveniência verbal, a maior parte destes particípios são usados como simples adje(c)tivos (cego, cativo. livre) ou inclusive como substantivos (progresso, reduto).» (In Gramática da Língua Portuguesa, de Pilar Vazques Cuesta e Maria Albertina Mendes da Luz , Edições 70, Lisboa).

Esta é a regra geral. Mas há excepções, com alguns verbos cujos particípios passados irregulares se conjugam com os auxiliares ter e haver: coberto, escrito, ganho, gasto, pago, etc.

Apenas as formas irregulares se usam como adjectivos e são as que se empregam com os verbos andar, estar, ficar, ir e vir: «Andamos mortos de cansaço», «Fiquei preso ao arame», «Estou liberto do trabalho», «Vou directo ao assunto», «Venho aflita com as horas» (In Guia Prático dos Verbos Portugueses, de Deolinda Monteiro e Beatriz Pessoa, Lidel, Edições Técnicas, Lda., Lisboa, Porto, Coimbra).

Estes exemplos e outros podem ser encontrados nas obras citadas e em Saber Escrever, Saber Falar de Edite Estrela, Maria Almira Soares e Maria José Leitão, Publicações Dom Quixote, Lisboa,  Prontuário Ortográfico Moderno, de Manuela Parreira e J. Manuel Castro Pinto, ed. Asa, Porto, Dicionário Prático de Conjugação dos Verbos da Língua Portuguesa, de Ana Maria Guedes e Rui Guedes, Bertrand Editora, Lisboa.

Sexta-feira, 22 de Janeiro de 2010

Excepto o chinês!

Será isto um novo sinónimo de império?


«Foreign Languages Fade in Class - Except Chinese


     WASHINGTON - Thousands of public schools stopped teaching foreign languages in the last decade, according to a government-financed survey — dismal news for a nation that needs more linguists to conduct its global business and diplomacy.
     A second-grade class at the Yu Ying charter school in Washington, where instruction in all subjects alternates daily between English and Chinese.
     Experts attribute the surge in Chinese language classes to parents’ belief that fluency can open opportunities down the road.
     But another contrary trend has educators and policy makers abuzz: a rush by schools in all parts of America to offer instruction in Chinese.
     Some schools are paying for Chinese classes on their own, but hundreds are getting some help. The Chinese government is sending teachers from China to schools all over the world — and paying part of their salaries.
     At a time of tight budgets, many American schools are finding that offer too good to refuse

Continuar a ler o artigo.

Lost in Translation

«Fly Naked

The airline that used the slogan "Fly Naked" in its Spanish-speaking market had meant to promote the high-quality upholstery on its airplane seats with the line it used in English, "Fly in leather."

We don't know how many naked customers bought airline tickets...

Here are a few more horror stories of text that was, uh, lost in translation:

It Won't Go!

When General Motors exported its popular Nova line to South America, sales suffered. In Spanish, "no va" means "It won't go!"

Careful attention to detail in translation means the difference between success and failure.

Unbearable You

The following sign was posted in a Bucharest hotel lobby: "The lift is being fixed for the day. During that time we regret that you will be unbearable."

Good translations are part of good customer service for any international company.

No Hope

A boast on a Swedish restaurant's menu: "Our wines leave you nothing to hope for."
Maybe we could hope for a French wine? Or at least a good proofreader for the translation.

Stop! Drive Sideways

In Kyushu, Japan, this detour sign must have rerouted traffic in strange ways.
Clarity is the most important consideration for translating directions, procedures, or technical documents.

Have you anything of value left?
In Basra, Iraq, a notice on a restroom exit door read, "Have you left your ring? Have you left your watch? Have you anything of value left?"

OUCH!

Before the fall of the Iron Curtain, a Soviet newspaper ran an advertisement for tourists. The ad was for "A Moscow Exhibition of Arts by 15,000 Soviet Republic painters and sculptors. These were executed over the past two years." Sometimes mis-translations can be fatal!

Making a Splash

An East African newspaper printed the following announcement: "A new swimming pool is rapidly taking shape since the contractors have thrown in the bulk of their workers." »

Quarta-feira, 6 de Janeiro de 2010

Hoje ou ontem?

De há uns tempos para cá, as pessoas parecem ter vindo a esquecer (ou será porque desconhecem?) a diferença entre a 1ª pessoa do plural no presente do indicativo (1ª conjugação - do tipo amamos, compramos) e a mesma pessoa no pretérito perfeito dos mesmos modo e conjugação (do tipo amámos e comprámos). Passo a explicar:

Existe entre ambas as flexões uma diferença evidente de abertura de timbre (ie, abaixamento/elevação de voz, respectivamente), pelo que não se compreende que tal diferença não seja claramente marcada no discurso dos falantes. Caso contrário, corremos o risco de nos desviarmos por completo de um discurso objectivo e da identificação de acções delimitadas no tempo.

Neste sentido, verifique-se a Base XVII da Parte Segunda do Acordo Ortográfico (AO) de 1945 (com as alterações de 1973) onde se pode ler, a propósito da acentuação gráfica das palavras paroxítonas (com acento tónico na penúltima sílaba), o seguinte:

«n.º 4: Emprego do acento agudo na terminação -ámos da primeira pessoa do plural do pretérito perfeito do indicativo dos verbos da primeira conjugação. Observe-se que, neste caso, em que as pronúncias de Portugal e do Brasil divergem, o acento agudo não serve para indicar o timbre, mas apenas para distinguir essa forma da sua correspondente no presente do indicativo, em benefício da clareza do discurso.» - acentuação na escrita obrigatória (influenciando o timbre).

Mas mantendo tudo em devida actualização (já que nos encontramos em fase de transição, ainda que com algumas zonas cinzentas), complemente-se a leitura com uma espreitadela à Base IX, do AO de 1990, onde consta:

«É facultativo assinalar com acento agudo as formas verbais de pretérito perfeito do indicativo, do tipo amámos, louvámos, para as distinguir das correspondentes formas do presente do indicativo (amamos, louvamos), já que o timbre da vogal tónica/tônica é aberto naquele caso em certas variantes do português» – como é o caso da que utilizamos.

Assim, no primeiro por via da acentuação gráfica é assegurada a elevação da penúltima sílaba e no segundo, não obstante a facultatividade observada (uma das tais zonas cinzentas do AO), prevê-se a mesma abertura silábica.

Terça-feira, 22 de Dezembro de 2009

Que ou de que?

Leia-se na entrada «Certificar de que. Certificar-se de que», do Dicionário de Erros e Problemas de Linguagem de Rodrigo de Sá Nogueira, o seguinte:

«Diga-se: 'Certifiquei F... de que recebi a carta' e 'F... certificou-se de que recebi a carta'. Não se diga: 'Certifiquei F... (sem a prep. de) que recebi a carta' nem 'F... certificou-se que (sem a prep. de) recebi a carta'. Do mesmo modo, diga-se: 'Assegurar-se de que', 'Convencer-se de que', ['Estar certo de que']»

in NOGUEIRA,Rodrigo de Sá. Dicionário de Erros e Problemas de Linguagem. Ed./reimp.: 1995, Livraria Clássica Editora, Colecção: Obras Completas de Rodrigo de Sa Nogueira, ISBN: 9789725612651


Diploma em Iliteracia

Por Fernando Mora Ramos:

«Segundo dados do Centro Europeu de Educação [CEE], oito por cento dos licenciados não consegue na Itália usar a escrita convenientemente. Em Portugal, qual será a percentagem? Será sequer possível vir a saber? Mais grave do que isso, 21 licenciados em 100 não atingem o nível mínimo de decifração de um texto. O mais longe que vão, lendo instruções de uma bula, é intuir as contra-indicações da aspirina. Mas não mais. E acrescenta o estudo: um licenciado em cinco não é capaz de resolver uma ambiguidade lexical e os cem livros que tem em casa serviram-lhe apenas para tirar o diploma» («Por que é que não tenho aulas de Português?», Público, 21.12.2009 (artigo completo)).

Quinta-feira, 26 de Novembro de 2009

(Des)Acordo Ortográfico

Tem sido um assunto muito discutido e que muitas dúvidas tem levantado pelo comum falante, mas sobretudo pelos profissionais da língua (tradutores, revisores, escritores, jornalistas, professores), cuja responsabilidade para com esta é, claramente, acrescida.

Ora, não podendo, também eu, elucidar a respeito de quaisquer dúvidas que questionem mais profundamente os pilares do acordo ortográfico já aprovado, deixo-vos - com especial solidariedade (porque é um problema com que me debato) - duas ligações interessantes:



Para reflexão, recomendo igualmente:
o n.30 da revista A Folha da responsabilidade da Direcção-Geral de Tradução.

Terça-feira, 24 de Novembro de 2009

S.I.G.L.A.

A pedido...

Uma sigla é uma «sequência formada pelas letras ou sílabas iniciais de palavras que constituem uma expressão (ex.: FBI, AACS)» (in Dicionário Editora da Língua Portuguesa). Por sua vez, um acrónimo segue a mesma linha com a diferença de que se lê como se de uma palavra se tratasse (ex: dizemos ONU e não O-N-U).

Mas, apesar de esta definição ser simples, a flexão em plural das siglas (e, consequentemente, dos acrónimos) coloca frequentemente dúvidas. Vemos muitas vezes esta flexão indicada por meio de apóstrofo e 's' (ex: SA's para sociedades anónimas).

Isto está errado. Para além de tal estratégia me parecer bastante "desagradável" visualmente, se seguirmos a linha de raciocínio que nos leva à elaboração de uma sigla/acrónimo facilmente percebemos porquê: se se tratar da junção de iniciais, por exemplo, as iniciais, ainda que no plural, não permanecem as mesmas?

Para ilustrar:  Sociedade Anónima - SA
                     Sociedades Anónimas - SA

                     Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa - PALOP

                     Compact Disk - CD
                     Compact Disks - CD

                     Curriculum Vitae - CV
                     Curricula Vitae - CV
                
                     Estados Unidos da América - EUA

Note-se que, apesar de haver excepções à regra no que respeita à formação das siglas (não se trata necessariamente sempre de juntar apenas as iniciais), o 's' com que é assinalado o plural parece não influenciar a sua formação.

Para além disto, poderá revelar-se igualmente útil referir que, quase sempre, estes elementos aparecem precedidos de um artigo, determinantes ou mesmo adjectivos (ex: aquelas TV, os teus CD, todos os CV), pelo que podemos, na dúvida, optar por evidenciar a flexão nesses elementos e deixar a sigla/acrónimo na sua fórmula neutra.

Espero que ajude.

Sandes com tacos

No domingo, passou no canal AXN o filme de 2004 Bobby Jones - a Lenda do Golfe (no original em inglês Bobby Jones:  A Stroke of Genius).

O filme de Rowdy Herrington, que não preza pela excelência de tradução para português, é a história de um famoso jogador de golfe, de nome Robert "Bobby" Tyre Jones, Jr.,  interpretado por Jim Caviezel.

Indo directamente ao assunto:

A história inicia-se antes e desenvolve-se ao longo dos anos 20 (a era do Jazz), bem suportada pelas idumentárias, comportamentos e formas de comunicação das personagens. No entanto, quando uma das personagens chega ao local onde se encontra Bobby Jones e se refere às pessoas como "nice people", o tradutor opta por traduzir por "pessoas fixes". Bom, o que dizer? Está tudo tão formatado à imagem e semelhança de uma determinada faixa etária, inserinda num determinado século, com um determinado horizonte de expectativa, que nada mais interessa, independentemente de se deitar por terra qualquer referencial linguístico, cultural, histórico.

Mas continuando a acompanhar as legendas, apercebo-me de mais um brilharete: a nova estrela do golfe chegada à cidade convida o ainda jovem Bobby Jones para se juntar a ele e outros numa partida sobre o green. Ao efectuar tal convite a personagem diz: "I made some clubs!". Ora bem, ao olharmos para a tela vemos o simpático senhor a estender um saco de tacos ao jovem inexperiente - qual não é o meu espanto quando na tradução vejo "Fiz umas sandes!" em lugar de "Fiz uns tacos!". Nem consigo imaginar de onde terá vindo esta associação, mas que mereceu, depois de alguma indignação, uma bela gargalhada, lá isso mereceu.

Sem tecer mais comentários, porque me parece que os factos falam por si, resta ficarmos satisfeitos por não terem aparecido traduzidas expressões como caddy, tee ou green, por exemplo.

Que fique claro que qualquer consideração a respeito da tradução em nada avalia a qualidade do filme.

Quarta-feira, 4 de Novembro de 2009

Drama queen

Ontem, enquanto me digladiava com o sono, ou melhor, com a ausência dele vs. a perspectiva de me levantar cedo no dia seguinte para trabalhar, liguei a televisão e deixei-me ficar a ver uma série relativamente recente - Erica (Episódio 11 da 1ª Temporada).

Posso dizer que, tirando algumas partes desinteressantes (mais pela falta de conteúdo do que propriamente pelo ridículo imposto), é uma série leve (por leve entenda-se que se vê bem, que dá para descontrair quando se pretende relaxar ou esboçar um sorriso aqui ou ali inadvertidamente). Contudo, no meio das voltas e reviravoltas da peripécia por detrás de toda aquela acção (que até agora não consegui descortinar) surge o brinde: "(...) it was in drama class!".

Ora bem, já não é a primeira vez que vejo esta expressão traduzida por "aula de drama" e pergunto-me: o que se ensina/aprende numa aula de drama? A carpir? Sem entrar em sarcasmos, porque não é isso, de todo, o que se pretende, queria deixar, para os mais distraídos, uma ou outra sugestão a respeito:

O vocábulo drama  em inglês (na acepção a que aqui nos limitamos) corresponde a teatro em português e portanto drama class é... uma aula de teatro ou, uma outra hipótese, uma aula de expressão dramática. Porém, considerando com solidariedade o espaço limitado para a legendagem, fiquemo-nos pela primeira - na minha opinião, é perfeita e prevê todos os parâmetros de tradução para legendagem.

Espero que ajude.